Tentar definir uma ética do riso é como querer ditar espirros ou soluções

A quantidade de pessoas que tentaram estabelecer uma ética do riso é impressionante. Mais impressionante ainda é o fato de todas terem falhado. De fato, a tarefa não é fácil. O mais provável é que seja mesmo impossível. Determinar que há coisas tão sagradas que não é lícito rir delas esbarra na circunstância de pessoas diferentes darem valor a coisas diferentes. A proposta que hoje parece ser prevalecente diz o seguinte: só é lícito fazer “punching up”, isto é, podemos fazer piadas apenas acerca de quem ocupa uma posição de poder superior à nossa. Pessoalmente, tenho quatro objeções à ideia de “punching up”.
Leia mais (12/03/2022 – 17h00)