No silêncio do meu mundo
No silêncio do meu mundo, percebo que a conquista da maioria das grandes cidades pelos partidos de centro-direita nas eleições municipais do ano passado dá um prognóstico nada animador para o país, principalmente no que diz respeito às pessoas negras, pobres e faveladas. Fico escandalizado como este cenário não tem servido de alerta para grande parte dos ditos “partidos progressistas”. Em vez de fazerem autocrítica e buscarem as razões pelas quais o eleitorado tem migrado os votos para partidos de centro-direita, eles focaram a construção de uma narrativa em que o grande derrotado das eleições foi o “chefe” do Executivo. Essa é uma análise equivocada, pois demonstra o quanto o campo progressista está envolto na própria vaidade e tem sido incapaz de reconhecer o próprio fracasso.
Leia mais (01/28/2021 – 11h12)
