Morador de rua em Porto Alegre impede desfrute do espaço público, diz secretária
Moradores de rua da capital gaúcha “não podem ser impeditivo para outras pessoas desfrutarem o espaço público” e terão seus pertences recolhidos caso não queiram aderir aos programas oferecidos pela prefeitura, disse Nádia Gerhard (MDB) à Folha. Ela é secretária de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Porto Alegre, comandada por Nelson Marchezan Jr. (PSDB).
Procurada, a secretária comentou sobre suas declarações dadas em coletiva de imprensa realizada no último sábado (11). Na ocasião, ela afirmou que “morador de rua não tem o direito de ter cadeira, cama, mesa, banho, tudo na rua” e que “morar na rua significa com a sua roupa e a sua mochila”.
Segundo um levantamento realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a população de rua da cidade em 2016 era de 2.115 pessoas.
A coletiva ocorreu para explicar a alternativa aos moradores de rua, que ficaram sem o Restaurante Popular que vendia refeições a R$ 1, que fechou por causa do término do contrato. Agora, eles poderão comer gratuitamente em uma carreta enquanto um novo edital para o restaurante é elaborado.
Leia mais (05/14/2019 – 18h13)
