Faz um ano que todos os dias se parecem e hoje não consegui render nada

Faz um ano que todos os dias se parecem. Desde 17 de março que acordamos no 17 de março. Todas as manhãs minha filha me acorda às 5h30 da manhã pra brincar de Polly Pocket. A gente troca a roupa delas, assa bolos de mentira, organiza festas ecumênicas com bichos de pelúcia e bonecas de pano. Elas não sabem da pandemia, as Pollys, e adoram aglomerar: “Passa aqui em casa, amiga” -e a amiga passa, trazendo um macaco, uma princesa e um Playmobil. Que inveja da Polly e desse mundo em que as pessoas se frequentam e trazem amigos e fazem amigos.
Leia mais (03/16/2021 – 20h50)