Vacinação, proteção necessária para todos

Os governos têm a responsabilidade de proteger a população e, quando se trata de vacinação, o Brasil é reconhecido mundialmente pelo seu PNI (Programa Nacional de Imunizações). Nas últimas quatro décadas, as estratégias de vacinação organizadas pelo Ministério da Saúde, somadas aos esforços de estados e municípios, renderam ao país a eliminação de doenças graves, como o sarampo e a poliomielite, temidas por deixarem sequelas severas em crianças e adultos, além de, em muitos casos, provocarem a morte. 

O sucesso histórico de vacinação tem provocado, em parte da população, inclusive pais ou responsáveis por crianças, até mesmo profissionais de saúde, a falsa sensação de segurança e relaxamento diante da responsabilidade de vacinar.

Nisso reside o perigo; é absolutamente falsa essa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar. Portanto, o retrocesso nas coberturas vacinais deixa o país inteiro vulnerável a essas doenças. 

O Brasil conseguiu mudar o perfil epidemiológico das doenças imunopreviníveis. Diversas ações deram à sociedade brasileira tranquilidade diante da erradicação da febre amarela urbana, da varíola, e ainda, a eliminação da poliomielite, rubéola e o sarampo. O país reduziu, também, a circulação dos agentes causadores de outras doenças consideradas gravíssimas como a difteria, o tétano e a coqueluche.
Leia mais (07/24/2018 – 02h00)