Quando zero quer fazer sentido
Era um júri no interior nordestino, desses a que se assistiam por obrigação acadêmica, quando o advogado de defesa contestou o promotor: “A minha objurgatória é peremptória no rechaço às ilações vitriólicas de Vossência”. Exatamente assim. É difícil saber por que não se esquece linguagem de sentido obscuro, mas sonoramente marcante. Acontece, porém, mesmo quando se trata da empolação verbal que relega significação ao segundo plano do som. A palavra nua, o nome, para além de uma etiquetagem prática, guarda velado poder simbólico.
Leia mais (06/13/2026 – 14h00)
