O leitor tóxico

Escrever uma coluna num jornal de grande circulação é um exercício diário de paciência e, acima de tudo, de antropologia reversa. Não importa se o tema é a geopolítica complexa da Venezuela, a tragédia da violência doméstica, o alcoolismo, o mercado imobiliário ou uma receita de pudim. O desfecho é sempre o mesmo: um desfile de cavalheiros (e algumas damas, para não dizerem que não há diversidade no ódio) prontos para me acusar de tudo, menos de ser monótona. É o tipo de leitor que detesta tudo o que escrevo, mas são os mais fiéis. Eles gostam de me odiar de pertinho e de serem os primeiros a me odiar nos comentários.
Leia mais (05/08/2026 – 16h30)