Depressão e ansiedade; doenças silenciosas que enchem bares nas periferias

No fundo do bar, quando os encarava, não entendia o porquê daquele par de olhos me atravessar. Era como se eu não existisse. Miravam no que estava atrás de mim: uma parede azulejada em azul-banheiro, mesa de bilhar, caixa de cerveja, calçada, uma saída, o que fosse. Tudo, menos eu. De repente, soltavam alguma frase enrolada. Tentava decifrá-la pela entonação. Bravo, confuso, triste, eufórico, mas nunca em paz. Isso eu conseguia detectar desde pequeno: a inquietude que não retumba.
Leia mais (02/14/2023 – 20h35)