A epifania de um gol

Dominar a bola com a ponta da chuteira esquerda e, num voleio perfeito, girar em torno do próprio eixo para chutar com a direita é uma descrição correta, mas escassa, do segundo gol de Richarlison contra a seleção da Sérvia na Copa do Mundo. Obra-prima, de arte, um marco na história do futebol. Aos olhos de muitos, o movimento perfez no espaço a letra inicial de Lula. Puro acaso, mas um caso de ironia objetiva.
Disso são caprichosos os exemplos. É que “ironia”, a figura de linguagem em que alguém diz o contrário daquilo que quer dar a entender, se faz na escuta, isto é, na subjetividade do interlocutor. Mas há situações em que a disparidade entre a intenção e o resultado da ação permite falar de ironia objetiva.
Leia mais (12/03/2022 – 15h30)